Dose tripla de cultura no Mural 18

 

Fotografia: DR

 

Entre hoje e Segunda-feira existirão três espectáculos online protagonizados por artistas do concelho de Mafra no âmbito do Mural 18, evento cultural em rede partilhado pelos municípios da Área Metropolitana de Lisboa que arrancou em Janeiro e se prolongará durante o primeiro semestre deste ano.

Literatura, com José Fanha, e dois concertos, protagonizados por Beatriz Silva & Miguel Simões (acompanhados por uma banda) e ainda pela Orquestra Sinfónica do Festival de Música de Mafra – sempre a partir das 21 horas, com transmissão em directo através do Facebook da Câmara Municipal de Mafra.

José Fanha, Beatriz Silva & Miguel Simões e a Orquestra Sinfónica do Festival de Música de Mafra

O primeiro a entrar no palco virtual será José Fanha – já esta noite, 5 de Março, para uma sessão de leitura.

Amanhã, Sábado, 6 de Março, será a vez de Beatriz Silva e Miguel Simões apresentarem um concerto intitulado “Beatriz e Miguel com Banda”, que será protagonizado por Artur Sousa, nas teclas e sintetizadores, Beatriz Silva, na voz, César Medeiros, na bateria, Gonçalo Marques, no baixo, e Miguel Simões, na guitarra.

Por fim, na Segunda-feira, 8 de Março (Dia Internacional da Mulher), caberá à Orquestra Sinfónica do Festival de Música de Mafra “Filipe de Sousa” encerrar este mini-ciclo artístico com um concerto de tributo à Princesa Dona Maria Bárbara de Bragança – a direcção artística caberá à Maestrina Rita Castro Blanco, num espectáculo que conta com o reputado pianista Adriano Jordão.

Com apresentação de Catarina Furtado, no Dia Internacional da Mulher presta-se, assim, tributo à Princesa Dona Maria Bárbara de Bragança, fazendo um sentido elogio a todas as mulheres. Do programa deste espetáculo fazem parte o concerto para piano n.º 20, K.466 em ré m, de W. A. Mozart, assim como “Sinestesias” de Ana Seara e “Concordanza” de Sofia Gubaidulina.

o Mural 18 alia arte, cultura, património e turismo urbano numa única plataforma digital

O concerto terá como cenário o Real Edifício de Mafra, cuja construção resulta do cumprimento de uma promessa feita pelo Rei D. João V, casado com a arquiduquesa da Áustria, Maria Ana Josefa, de fundar um convento na vila de Mafra, para garantir a descendência régia, o que veio a acontecer a 4 de Dezembro de 1711, com o nascimento da Infanta Dona Maria Bárbara.

Tendo recebido uma educação esmerada, a princesa Maria Bárbara falava várias línguas, sendo fluente em francês, alemão e italiano e, mais tarde, por via do casamento, em castelhano. Detentora de uma apreciável cultura geral, era uma amante das Belas-Artes, elegendo a música como a sua preferida, sendo uma excelsa cultora, não apenas como executante mas também como compositora, tendo sido aluna de cravo de Domenico Scarlatti. Tendo casado com futuro rei Fernando VI de Espanha, tornou-se rainha consorte desde 1746 até à sua morte em 1758, desempenhando um relevante papel na corte espanhola, destacando-se como mecenas as Artes e como mediadora do rei de Portugal e o seu marido, entre 1746 e 1750, aquando na negociação do Tratado de Madrid, que estabeleceu as fronteiras entre as colónias portuguesas e espanholas na América do Sul.

O Mural 18, permitindo aliar arte, cultura, património e turismo urbano numa única plataforma digital, resulta de uma candidatura apresentada pela Área Metropolitana de Lisboa e pelos seus 18 municípios, no âmbito do Programa Operacional Regional de Lisboa 2020, tendo uma comparticipação financeira do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional de 1,5 milhões de euros.