A Ericeira pelos Olhos de: Gonçalo Osório

 

Fotografia: Ricardo Gonçalves

 

Bilhete de Identidade

Gonçalo Nuno da Silva Osório

Nascido a 28 de Junho de 1973 em Lisboa – freguesias de São Cristóvão e S. Lourenço

Freelancer em publicidade, Fotógrafo e Artista

ser Jagoz é ter o mar na alma

A Ericeira é o meu lar.

 

O que mais ama e menos gosta na Ericeira?

O que mais gosto é o mar, que se sente e se respira em toda a Ericeira, e as ondas da nossa costa. O que menos gosto são os Velhos do Restelo e a prepotência de certas e determinadas pessoas, mas isso são outros quinhentos…

o que mais me preocupa é a perda de identidade da vila

Quais são as suas principais preocupações no presente e para o futuro da Ericeira?

O que mais me preocupa é a perda de identidade da vila. Com os preços do mercado imobiliário actual, os locais são obrigados a ir viver para fora da sua terra por não terem meios financeiros para fazer frente aos preços super inflacionados que se praticam, os quais os de fora conseguem suportar facilmente! Corremos o risco de vender a alma ao diabo! Existe uma desigualdade patente entre os cidadãos nacionais e os estrangeiros, em nosso próprio prejuízo e da nossa própria terra!

A minha outra grande preocupação é o futuro de muitos nesta terra face à “pandemia”: praticamente todos os negócios na Ericeira dependem dos turistas e o turismo está a ter uma quebra enorme. Não sabemos como será o futuro e o que para aí vem. A crise, na minha modesta opinião, ainda só está a começar e vamos todos viver tempos difíceis. Talvez esteja na hora de buscar outras soluções que não dependam do turismo – soluções não tenho, mas acho que temos de começar todos a preparar planos “B”.

O que é ser Jagoz?

Ser Jagoz é ter o mar na alma.

 

Considera-se Jagoz?

Dizem que sou Jagoz e sinto-me Jagoz, mas na verdade só vim para cá com meia dúzia de meses, por isso sou Jagoz de alma mas sou Alfacinha de nascimento. Jagoz porque aqui fui criado e os Jagozes dizem que sou Jagoz.