Texto: João Franco ‘Lapina’ | Fotografia: Luís Rodrigues
E amar-te é minha sina, Ericina!
Pura sedução predomina em ti
Absorvi a tua maresia e neblina
És tão minha desde que nasci!
E desse teu mar trago o gostar!
Que vai quedar sempre comigo
És meu abrigo e o meu ancorar
E o méleo lar aonde eu mitigo!
E tal uma gaivota desnorteada!
Já nada me faz desfazer rota
E nessa sota antes da nortada
Minha terra amada se denota!
Lindas andorinhas nos beirais
Em estivais manhãs d’outrora!
A rubra aurora que não vi mais
Vendavais diversos dos de ora
Eu sei que eviterno te amarei!
E de ti herdei a vida peregrina
À bolina pelo mundo naveguei
Andei contigo no peito, Ericina!