Estão em restauro dois Frontais de Altar do Palácio Nacional de Mafra 

Palácio de Mafra. - ph. António Almeida

 

Fotografia: António Almeida

 

À guarda do Palácio Nacional de Mafra e pertencentes à Igreja de Santo André, dois Frontais de Altar em guadamecil, com mais de 400 anos e de elevado valor patrimonial, encontram-se em restauro.

Como explicou recentemente à agência Lusa a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), quando passaram a integrar as reservas do Palácio Nacional de Mafra, os frontais de decoração floral e zoomórfica encontravam-se em “considerável estado de degradação” e este processo apenas conseguiu ser atrasado devido às “boas condições de armazenamento e climatização oferecidas pelo monumento”.

serão aplicadas as melhores práticas em conservação e restauro: legibilidade, compatibilidade e reversibilidade

A DGPC admite ainda que, devido às características muito especiais destes frontais, “o processo e restauro é complexo”. Numa primeira fase, é necessária uma estreita articulação entre o Palácio Nacional de Mafra (através do seu conservador-restaurador) e o Laboratório José de Figueiredo, que também integra o universo da direcção-geral do Património. Na segunda fase, serão realizadas consultas a conservadores e restauradores especializados em guadamecil, pois este tipo de material envolve que o couro seja tratado, lavrado, ornamentado, trabalhado artisticamente e guarnecido a ouro ou prata.

Após este processo de restauro, que surge na sequência de uma cooperação entre as duas entidades em acções de conservação patrimonial que já haviam decorrido, ambos os frontais farão parte do Centro Interpretativo de Mafra, que se encontra a ser instalado pela Câmara Municipal na Quinta da Raposa.

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