Criadores da Vila Azul: António Rosado

 

Fotografia: Saj Domingos / FAP

 

Cédula criativa

António Manuel Cardoso Rosado, também conhecido por Mega – por causa da minha capacidade vocal e da sua intensidade [risos]

Área criativa: música

Nascido a 1 de Dezembro de 1980 em Évora

Dedico-me à música desde os 11 anos, quase a fazer 12

A Música para mim é, sem dúvida, Vida. A adrenalina, a construção, as emoções e a possibilidade da transmissão de sentimentos e bem estar faz-me sentir vivo.

 

Quais são as suas principais influências e/ou inspirações?

É sem dúvida uma pergunta bastante difícil de responder porque não existe mesmo nada de concreto. A nível familiar as minhas influências musicais não são nenhumas. Tudo começou com uma chegada a uma bela localidade, a cidade da minha vida, de seu nome Évora. O meu Pai era Guarda-Fiscal e por vezes lá íamos novamente com a “casa” atrás. Foi aqui e nos muitos jogos de futebol, ainda muito novo, que conheci os meus primeiros e actuais amigos que, por acaso, hoje em dia até são músicos da nossa “Praça”. Foram eles a principal razão para eu hoje em dia estar neste mundo maravilhoso. E foi assim o meu primeiro contacto com a Música e, naturalmente, ainda bem que existiu.

com a situação epidemiológica que vivemos é extremamente complicado pensar em projectos

Destaques do percurso artístico

O meu percurso musical e a minha entrada na Música foi através da Banda dos Amadores da Academia de Música de Évora, que coincidiu com o meu ingresso na Escola Profissional de Música de Évora. Foi aqui que comecei as minhas aventuras que duram até aos dias de hoje. No instrumento Flauta-Transversal ingressei depois de terminar o 12º ano, na Escola Superior de Música de Lisboa, onde fiz a minha formação com pessoas de uma qualidade e pedagogia extrema. Como qualquer jovem com os seus 20 anos, estava na altura de começar a pensar no meu futuro musical e foi aqui que surgiu a Banda de Música da Força Aérea Portuguesa e o dia 18 de Fevereiro de 2002, talvez o dia mais marcante da minha vida musical. É nesta instituição militar de excelência que me encontro desde essa data até aos dias de hoje. Ao longo da minha curta vida musical tive oportunidade de leccionar aulas em alguns conservatórios, dos quais destaco o da minha cidade e também, actualmente, ter a grande responsabilidade de exercer as funções de Maestro, como é o caso presente na Filarmónica Cultural da Ericeira.

 

Em que projecto está a trabalhar agora?

Actualmente, e com a situação epidemiológica que todos nós vivemos e presenciamos, é extremamente complicado pensar em projectos megalómanos e de grandes referências técnico-artísticas. Neste âmbito a nossa principal missão/projecto é a manutenção da estrutura musical, pois é muito fácil recorrer à decisão mais fácil, que é o abandono. Temos a responsabilidade e o dever de correr atrás do prejuízo e “comprometer” os recursos humanos que temos. É sem dúvida uma tarefa árdua e difícil pois a música, aqui e em qualquer lugar, requer contacto, necessita de aplausos, de público, de calor e acima de tudo de pessoas para a transmissão/missão do que ela faz e bem na sanidade mental e física.

a adrenalina, a construção, as emoções e a possibilidade da transmissão de sentimentos e bem estar faz-me sentir vivo

Objectivos a médio e longo prazo

O objectivo primário, meu e da restante direcção da Filarmónica Cultural da Ericeira, é manter o foco, manter os Músicos actuais, a direcção musical, o melhoramento da organização burocrática, a manutenção do que temos e, se possível, com passos consistentes e sustentáveis. Nos poucos ensaios que tivemos até aos dias de hoje tentámos o enquadramento, através da integração, de alguns dos alunos da nossa Escola de Música, a Academia de Música da Ericeira, superando e muito as expectativas quer ao nível da qualidade musical como também na integração social. Neste momento o nosso principal projecto é continuar a desenvolver e proporcionar a toda a Ericeira um ensino da Música de excelência. A identidade, o carinho, o orgulho, o bairrismo, a vaidade, o crescimento musical, a qualidade e a componente social através da cultura de valores da educação, do respeito, da disciplina, da Música e do trabalho são objectivos que estão na minha ideia em termos de projectos para esta Casa que tem uma longa história de “Suor” e de persistência.

 

A música é a sua profissão?

Sim, é, e será sempre.