Fotografia: Pedro Mestre / ANS
A Liga MEO Surf 2018 arranca já em Março, passando pela Ericeira no mês seguinte.
A nova temporada da principal competição nacional de Surf, que atribui os títulos nacionais máximos da modalidade, foi apresentada Quinta-feira em Lisboa com algumas novidades, embora as etapas repitam as paragens do ano passado: Figueira da Foz, Ericeira, Porto/Matosinhos, Praia Grande e Carcavelos/Guincho.
O calendário para 2018 é o seguinte:
1ª etapa – 9 a 11 de Março – Allianz Figueira Pro
2ª etapa – 13 a 15 de Abril – Allianz Ericeira Pro
3ª etapa – 4 a 6 de Maio – Renault Porto Pro
4ª etapa – 6 a 8 de Julho – Allianz Sintra Pro
5ª etapa – 4 a 6 de Outubro – Bom Petisco Cascais Pro
A Liga deste ano apresenta um especial foco nos oceanos, na preservação da orla costeira e na promoção de uma melhor consciência ecológica. 2018 promete ser o ano em que a Liga MEO Surf abraçará de forma ainda mais incondicional a sustentabilidade ambiental que é característica intrínseca tanto do surf como dos surfistas em geral.
“O surf em Portugal, neste momento, tem um papel de enorme relevância, não apenas pelo lado desportivo, mas também pelo público que o pratica e pela forma como o pratica. Com isto vem a responsabilidade de sermos uma plataforma privilegiada para dar o exemplo às muitas pessoas que fazem surf e que gostam do surf. Nós, enquanto surfistas, temos a responsabilidade e o dever de sermos os guardiões daquele que é o nosso principal recurso, o mar. Através da Liga MEO Surf temos um palco para pôr em prática algumas das ideias que realmente gostávamos de ver realizadas para a defesa dos oceanos”, explica José Ferreira, vice-campeão nacional de 2016.
Também Tiago Pires deixou uma mensagem de apoio à Liga MEO Surf, referindo: “Penso que o futuro do surf em Portugal é algo que está muito bem encaminhado! A nível competitivo, com estas gerações de surfistas que têm surgido – começando no Kikas (Frederico Morais) e no Vasco (Ribeiro) ou na Teresa (Bonvalot), e continuando no Afonso Antunes, por exemplo. Também o está a nível estrutural, com cada vez mais qualidade nos campeonatos que se organizam, a começar pela Liga MEO Surf, que é um exemplo a nível mundial quando se fala de competições nacionais, ou todas as provas internacionais que por cá se realizam. Acho que o terceiro lado deste triângulo é algo que já existe mas que tem de ser mantido – as nossas praias, o nosso mar – somos uns privilegiados, mas temos de saber manter, cuidar e preservar o que de melhor temos, o que sustenta tudo isto” afirmou o ícone do surf português e vencedor do Allianz Ericeira Pro em 2017.
Esta vertente de responsabilidade social/sustentabilidade vai concretizar-se através de várias acções de limpeza de praias e de sensibilização ambiental para a problemática do plástico nos oceanos.
Relativamente à premiação aos surfistas, o valor global mantém-se nos 90.000€, distribuídos entre a competição principal e os troféus paralelos da Liga, nomeadamente a Allianz Triple Crown, que já vai na sua quarta edição com um cheque anual de 6.000€, repartido entre vencedor masculino e feminino; a premiação da melhor manobra na Renault Expression Session e da Somersby Onda do Outro Mundo (ambos com 2.500€ anuais); os Municípios da Figueira da Foz, Mafra, Sintra e Cascais continuarão a premiar os melhores surfistas locais (com 1.500€ entre masculino e feminino); e ainda as MOCHE Groms Cup, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Nacional de Surfistas, com uma bolsa desportiva global de 2.500€.
Todas as etapas da Liga MEO Surf têm transmissão em direto no canal televisivo MCS Extreme SD e HD e em www.ligameosurf.pt, juntando-se ainda os programas diários de resumo n´A Bola TV. As plataformas oficiais são os meios institucionais da Associação Nacional de Surfistas através do seu portal www.ansurfistas.com e as redes sociais em @ansurfistas.
