2014 foi ano de estreia de Diego Miranda na China

Diego Miranda. - ph. DR

 

Fotografia: DR

 

Apelidado de “melhor DJ de Portugal” pela reputada revista britânica DJ Mag, Diego Miranda, o disc-jockey e produtor que mantém uma forte ligação à Ericeira, terminou há dias a sua primeira digressão pela China. Seguem-se o Japão, Moçambique, Brasil e Índia, mas com um olho em novas estreias pelas Ásia. Na passagem de ano volta a actuar no gigante asiático, mais concretamente na ilha de Hainão, seguindo-se Bali, Indonésia, em finais de Janeiro do próximo ano, a estreia em solo sul-coreano em Março e a possibilidade de actuar num festival junto à Grande Muralha da China em Junho.

“Já dei quase a volta ao mundo. O único sítio onde ainda não estive é a Austrália”, disse Diego Miranda à agência Lusa em Pequim. Aos 35 anos, Diego Mirando tem levado a Electronic Dance Music aos quatro cantos do planeta e continua a aumentar a sua popularidade além-fronteiras nacionais. A DJ Mag colocou-o na 70ª posição do 100 Top DJ’s do mundo em Outubro, o que se traduz numa subida de 16 lugares no ranking em relação há um ano. Daí que o apresentem como o “melhor DJ de Portugal”.

A ligação à Ericeira faz-se tanto por via da música – por cá não só começou a sua carreira como bateu um recorde pessoal de resistência como DJ, actuando, numa única noite, sete horas sem parar –, como por via do seu hobby favorito: o surf. Há muito que o DJ, que já soma 21 anos de carreira, desfruta as ondas da costa jagoz.

Apesar da preenchida agenda, com actuações nas mais diversas regiões do mundo, Diego Miranda não se acomoda. Há um “grande sonho” que ainda acalenta concretizar: “gostava de fazer uma festa com uma grande orquestra sinfónica”, confidenciou à Lusa.

No périplo chinês, Diego Miranda actuou em Pequim, Xangai e Xiamen, na costa sul da China. Uma experiência que para o DJ ganha uma nova dimensão por se tratar de um país pouco avesso a música de influências exteriores às suas fronteiras. Como se lê no artigo da Lusa,  “a chamada ‘vida noturna’ é uma indústria nova na China, um país ainda oficialmente fiel ao marxismo-leninismo e onde até há cerca de três décadas o rock era considerado uma música decadente.”