Fotografia: Águas do Tejo Atlântico
A Águas do Tejo Atlântico lançou um concurso público no valor de 8,5 milhões de euros para uma intervenção profunda na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Ericeira. O objectivo passa por modernizar a infra-estrutura, aumentar a sua capacidade de resposta e garantir maior eficiência energética e ambiental.
De acordo com o anúncio publicado em Diário da República, a empreitada terá a duração de dois anos e nove meses a partir da sua adjudicação. Esta é já a segunda vez que a obra é colocada a concurso: a primeira tentativa, lançada há dois anos com uma base de 6,8 milhões de euros, acabou por não avançar por falta de “propostas admissíveis”, segundo a agência Lusa.
a intervenção prevê uma remodelação integral das etapas de tratamento, bem como dos edifícios operacionais
Segundo a Águas do Tejo Atlântico, “ao fim de 20 anos de actividade, e cumprido o seu ciclo de vida, muito devido à sua exposição à proximidade do mar e à presença de gás sulfídrico presente nas águas residuais, a instalação necessita de uma grande intervenção nos órgãos, equipamentos e edifícios”.
A intervenção agora prevista prevê uma remodelação integral das etapas de tratamento já existentes, bem como dos edifícios operacionais, incluindo ainda trabalhos de construção civil, substituição de equipamentos e renovação das instalações eléctricas, de modo a garantir a fiabilidade, a segurança e a operacionalidade da infra-estrutura.
Parte das obras dará continuidade a trabalhos já realizados anteriormente, como a construção de um terceiro canal destinado a aumentar a capacidade da ETAR em períodos de maior afluência, nomeadamente durante chuvadas intensas ou na época balnear.
além de aumentar a capacidade de resposta, a obra permitirá também que parte da água tratada seja reutilizada para consumo interno da própria ETAR.
Com esta remodelação, a estação será redimensionada para tratar as águas residuais de cerca de 30 mil habitantes, assegurando o tratamento tanto dos caudais médios como dos picos sazonais característicos da região. Para isso, serão implementadas tecnologias que apostam na eficiência, na redução de custos operacionais e na automação do processo de tratamento.
Além de aumentar a capacidade de resposta, a obra permitirá também que parte da água tratada seja reutilizada para consumo interno da própria ETAR. Outra das novidades será a instalação de um parque solar fotovoltaico, que fornecerá energia para autoconsumo, reforçando a aposta na eficiência energética e na sustentabilidade ambiental da infra-estrutura.