Amanhã é Quinta-feira da Ascensão

 

Fotografia: Márcio Barreira

 

Amanhã, 13 de Maio, é Quinta-feira da Ascensão, data em que se comemora o Dia da Espiga, feriado municipal em Mafra e a efeméride predilecta dos jagozes.

Esta ainda não será, certamente, a Espiga que todos desejamos devido à pandemia da Covid-19 ainda não se encontrar ultrapassada, mas ainda assim as limitações não são tão intensas como sucedeu no ano passado.

a Espiga era também considerada o dia mais santo do ano

O bom senso (nomeadamente na manutenção de medidas essenciais, como a utilização de máscaras, a manutenção do distanciamento social, a higienização frequente das mãos ou evitar ajuntamentos, principalmente em espaços fechados) será fundamental para tanto nesta como noutras situações impedirmos o surgimento de surtos e, eventualmente, de uma nova vaga que coloque em risco o actual plano de desconfinamento.

Seja possível mais ou menos convívio, a tradição manda que o Dia da Espiga se inicie pela manhã, com um passeio para colher espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira (espigas de trigo ou cevada, para que não falte o pão em casa; tranquinhos de oliveira, que simboliza a paz; e raminhos de papoilas, malmequeres e alecrim que simbolizam a alegria, o amor e a vida) para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo o ritual antigo, este ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, devendo apenas ser substituído por um novo no Dia da Espiga do ano seguinte.

O Dia da Espiga era também conhecido como o “dia da hora” e considerado “o dia mais santo do ano”, um dia em que não se devia trabalhar – era chamado o dia da hora porque havia uma hora, precisamente o meio-dia, em que tudo parava: “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam”. Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.