Texto: João Franco ‘Lapina’ | Fotografia: DR
Luzente é o dia, o Sol já vai a pino!
E empata-se um anzol pr’ó caboz
Assobia vaidoso o petiz franzino!
O seu ditoso destino de ser Jagoz
Calcorreia a malhada desenvolto!
Peito solto e brioso de seu nome!
Saudoso desse seu mar revolto!
Absorto do penar que o consome
Vocifera nosso dialecto, ao vento
E circunspecto o vai pronunciando!
Doando a si um pouco de alento!
E do tento que lhe está faltando!
E é só o mar que o sabe entender
Todo esse moer que o atormenta
Aguenta sua ira, a seu belo prazer
E sem saber sua alma se ausenta
Vai lesto, com andar prazenteiro!
Deixa o caneiro e faz rumo à Foz!
Lá vai o Jagoz de cana e bicheiro
Como era useiro fazer seus avós
