Mural 18 vai trazer arte de rua à Ericeira

 

Arte: Ricardo Tota

 

No âmbito da iniciativa de programação cultural em rede Mural 18, outros tantos street artists vão pintar murais nos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML), dos quais o concelho de Mafra faz parte.

Já se sabe que o respectivo mural será pintado por Ricardo Tota na Rua da Camacha, Ericeira. O processo de selecção e atribuição de artistas foi o seguinte: cada um dos 18 municípios que constituem a AML seleccionou um artista do seu concelho – Mafra escolheu como seu representante Hugo Pinhão, mais conhecido por Nark – e, aleatoriamente, esse mesmo artista foi sorteado para intervir num outro concelho.

Em resultado deste processo, o mural de Alcochete será pintado por Francisco Vidal, o de Almada por Tosco, o da Amadora por Hugo Pinhão, o do Barreiro por Tiago Hesp, o de Cascais por João Cruz, o de Lisboa por Pedro Pinhal, o de Loures por Odeith. Na Moita, a intervenção fica a cargo de Gustavo São Pedro, no Montijo de Tamara Alves, em Odivelas de João Samina, em Oeiras de Ram, em Palmela de Vile, no Seixal de João Rodrigues, em Sesimbra do colectivo Amoca, em Setúbal de Mar, em Sintra de Raivo e em Vila Franca de Xira de Smile.

obras irão reflectir a identidade, a cultura e a vivência nos territórios da AML

Os murais começam a ser pintados em 21 de Abril e a evolução dos trabalhos poderá ser acompanhada ao vivo e também no website da plataforma Mural 18.

No final de Maio, quando todos os murais estiverem concluídos, será construído um roteiro de arte urbana na Área Metropolitana de Lisboa, com a totalidade das intervenções.

Com esta iniciativa, a AML pretende não só apoiar financeiramente os artistas envolvidos no projecto, mas também, fomentar o interesse pela arte urbana contemporânea em toda a Área Metropolitana de Lisboa e, ainda, criar focos de interesse nos espaços públicos intervencionados.

Nark Mafra é Música – ph. Nark

As obras servirão para responder ao repto lançado pela Área Metropolitana de Lisboa, relativamente à existência de traços comuns que caracterizem a identidade, a cultura e a vivência neste vasto território. E espelharão, também, uma visão pessoal e artística relacionada com o património cultural e natural, a arte, a cultura, e as respectivas vivências e apropriações.

A programação do Mural 18, iniciativa da AML de apoio a agentes culturais através do desenvolvimento de uma programação em rede, arrancou online em Janeiro sob o lema “muralizados no apoio à cultura”, prolongando-se até Setembro.

Esta iniciativa tem uma comparticipação financeira do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no valor de 1,5 milhões de euros, e une agentes culturais, municípios e cidadãos, em defesa da comunidade artística e do património cultural, imaterial e material.

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