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A iniciativa “Missão: Mudar o Mundo”, Programa Nacional de Educação Artística para a Cidadania, resultante de uma parceria entre a Polícia de Segurança Pública e o Plano Nacional das Artes (Estrutura de Missão Interministerial – Ministério da Cultura e Ministério da Educação), concebido e coordenado pelo compositor, professor e investigador mafrense Diogo da Costa Ferreira, estará em destaque na Cerimónia de Abertura da Bienal Cultura-Educação de Portugal 2025, a qual acontecerá no dia 18 de Setembro, pelas 11:30, no Grande Auditório da Escola Superior de Música de Lisboa, na capital portuguesa.
Com o envolvimento das instituições culturais e educativas de todo o território nacional – as escolas como pólos culturais, e os museus, teatros e centros culturais como espaços educativos –, esta Bienal é uma oportunidade para valorizar artistas, instituições, programas e projectos, em particular aqueles que se dirigem ao público infanto-juvenil e às dimensões comunitárias.
concerto marcará o arranque oficial da iniciativa
Contando com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação e da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, assim como de diversas entidades nacionais e regionais, a Cerimónia de Abertura desta Bienal terá como destaque o trabalho desenvolvido e coordenado pelo artista e investigador mafrense. Neste sentido, a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública realizará o concerto inaugural desta Bienal, apresentando a obra sinfónica pedagógica “Missão: Mudar o Mundo” (obra para banda sinfónica, coro e narrador), de Diogo da Costa Ferreira.
Este concerto marcará o arranque oficial duma iniciativa que, envolvendo as instituições culturais e educativas portuguesas, decorrerá em todo o território nacional entre Setembro de 2025 e Março de 2026.
Neste contexto será, também, apresentado o álbum/CD recentemente gravado com a obra do compositor mafrense, o qual conta com prefácio do Comissário Nacional do Plano Nacional das Artes e do Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
O Programa Nacional “Missão: Mudar o Mundo” partiu dos desafios introduzidos pela Agenda 2030 da ONU (Objectivos de Desenvolvimento Sustentável) e teve como base um processo pedagógico e comunitário inovador que potenciou o desenvolvimento de dinâmicas de reflexão crítica associadas a metodologias de criação artística participativa em contexto escolar (dos 3 aos 16 anos de idade) e comunitário (com famílias e instituições), daí resultando a criação de uma obra sinfónica pedagógica que pretende promover a reflexão sobre os desafios do presente e do futuro.
Decorrendo em todo o território nacional, este programa visa ainda a democratização do acesso à cultura, assim como a promoção do desenvolvimento local e da coesão sócio-territorial. Entre os momentos mais simbólicos desta trajectória, destaca-se a estreia absoluta de uma obra em homenagem a Nossa Senhora da Nazaré (Círio da Prata Grande), acompanhada da cerimónia de doação da peça à respectiva Confraria e ao Município de Mafra.
Natural de Enxara do Bispo, concelho de Mafra, Diogo da Costa Ferreira foi desafiado a compor uma obra em homenagem a Nossa Senhora da Nazaré e dedicada ao Círio da Prata Grande, procurando valorizar esta tradição tão relevante através da criação artística contemporânea. Este ano, terminadas as festividades na Azueira, os festejos em honra de Nossa Senhora da Nazaré realizam-se, precisamente, na Enxara do Bispo, terra que recebe a imagem da Santa, decorrendo os mesmos entre os dias 12 e 21 de Setembro.
a obra terá estreia absoluta no concerto Serenata de Louvor a Nossa Senhora da Nazaré – Em Canto e Fé
O compositor compôs, assim, a obra “Ave Maria”, partindo do texto em latim desta oração mariana, sendo esta obra para orquestra de sopros/banda filarmónica, voz solista, coro e órgão.
Esta obra terá a sua estreia absoluta na Quarta-feira, dia 17 de Setembro, pelas 21:30, estando integrada no concerto “Serenata de Louvor a Nossa Senhora da Nazaré – Em Canto e Fé”, a realizar no recinto da festa. Este concerto contará com a participação da Banda da Escola de Música de Enxara do Bispo, o Coro Cant’Arte, voz solista e órgão, sob a direcção de Manuel Vigário.
No âmbito da estreia desta obra será, também, realizada a cerimónia de entrega simbólica à Confraria de Nossa Senhora da Nazaré – Círio da Prata Grande, assim como à Câmara Municipal de Mafra, da respectiva partitura e da cedência de direitos assinadas pelo compositor.
A doação desta obra à Confraria pretende garantir que todas as comissões de festas do Círio da Prata Grande, de todas as freguesias, possam utilizar livremente esta obra nos seus festejos futuros em honra de Nossa Senhora da Nazaré. E, por outro lado, a doação à Câmara Municipal de Mafra pretende garantir a preservação da obra enquanto património cultural associado ao Círio da Prata Grande.
Diogo da Costa Ferreira já foi distinguido com o prestigiado International Composition Award for the Six Historic Organs of Mafra 2021, assim como com o Prémio Jovens Criadores 2021 (Música), atribuído por unanimidade pelo Centro Nacional de Cultura. Mais recentemente, foi agraciado no Prémio MUSA 2023.
Diogo da Costa Ferreira tem dedicado a sua investigação e prática artística aos desafios da contemporaneidade
Estreou até ao presente cinco óperas: em 2018, no Teatro Thalia, «Multidão», com encenação de Luís Madureira; em 2020, no Festival OperaFest, «Esta Ítaca que não encontro», com encenação de António Pires; em 2021, em Trás-os-Montes e no Festival Internacional de Teatro do Alentejo, a ópera multimédia para o espaço público «Paramos ou Morremos»; em Janeiro de 2024, com a companhia Inestética, a ópera-ensaio «És a madrugada pura e sem ruína», com encenação de Alexandre Lyra Leite; e, em Maio de 2024, no Festival Música Viva 2024, a ópera-monodrama “Há que ser rio”.
As suas obras musicais têm sido apresentadas nalgumas das mais importantes salas nacionais e o respectivo catálogo inclui música de câmara, música sinfónica, música coral e ópera. As suas obras têm sido editadas pelo Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, do qual é membro.
Tem dedicado a sua investigação e prática artística aos desafios da contemporaneidade, procurando reflectir sobretudo sobre questões ontológicas e éticas. Recentemente, tem-se focado particularmente em problemáticas associadas a questões de saúde mental, de cidadania e de sustentabilidade, dedicando-se particularmente à criação de ópera. É ainda autor de dez livros publicados.
Tem vindo, ainda, a conceber e a assumir a direcção e coordenação de diversas iniciativas e programas nacionais, nomeadamente projectos de educação artística em contexto escolar, projectos comunitários de mediação cultural ou projectos de intervenção e desenvolvimento sócio-cultural.
É membro do CESEM – Centro de Estudos em Música (Escola Superior de Música de Lisboa & Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa), o maior centro de investigação português na área da música, e do Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, tendo integrado a Associação Portuguesa de Escritores e a Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica.


