Fotografia: DR
O programa “Linha da Frente” da RTP transmitiu recentemente um episódio em que o jagoz Forte de Milreu surge em foco.
O episódio “Estado de Abandono”, transmitido no dia 8 de Fevereiro, aborda diversos casos de património histórico do Estado classificado mas em estado de completo abandono – sem vigilância e em risco de destruição.
Começando pelo forte de Santo António do Estoril, onde Salazar viveu entre 1950 e 1968 – foi mesmo aqui que o ditador caiu da cadeira -, nesta reportagem são denunciados outros casos de monumentos desprezados pelo Estado Português, no concelho de Cascais e não só: por exemplo, o Santuário do Cabo Espichel (Sesimbra), o Forte do Paimogo (Lourinhã), o Palácio da Comenda (Arrábida) ou o Forte de Milreu, também conhecido como Forte de São Pedro da Ericeira ou Forte de Mil Regos, situado entre as praias da Empa e de Ribeira d’Ilhas.
Este será mesmo o último remanescente dos poucos fortes erguidos à época da Restauração da Independência para defesa daquele trecho do litoral. Destinava-se a controlar o acesso marítimo à Ericeira pelo sector norte e, ao mesmo tempo, prevenir qualquer tentativa de desembarque na baía vizinha.
O forte apresenta planta rectangular, em estilo maneirista, com cobertura em terraço. No frontispício rasga-se o portão de armas em arco pleno. Apresenta bateria com canhoneiras e duas guaritas cilíndricas com cobertura cónica.
Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977, o forte apenas foi objecto de conservação na década de 1980, quando se procedeu à reconstrução da muralha e do pavimento do terraço. Actualmente, conservam-se apenas alguns dos seus espaços mais importantes, como a ampla esplanada voltada para o mar e a casa-forte, pelo lado de terra, composta por compartimentos abobadados.
Este episódio pode ser visto aqui na íntegra. O trecho relativo ao Forte de Milreu começa por volta dos 20 minutos.
Aqui se refere que do forte da Ericeira “já só restam as paredes cheias de grafitti. O lixo acumula-se e há restos de fogueira no interior. Mesmo que seja recuperado, poderá já ser tarde demais.”
Em 2018 celebra-se o Ano Europeu do Património Cultural…

