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Recentemente, o jornal online Observador publicou um artigo de opinião intitulado “Co-living, dinossauros e surf na Ericeira: o que move afinal os nómadas digitais?”, de John Rowlands – o autor deste texto é Director de Negócios Internacionais de Avaliações da CBRE Portugal, uma das maiores empresas americanas de serviços imobiliários comerciais do mundo, que trabalha com proprietários, investidores e ocupantes.
No artigo, Rowlands comenta a forma como o mundo está a mudar do ponto de vista do trabalho e do imobiliário, começando por perguntar o que é a Mercedes, a Tyson Foods (empresa americana do sector alimentar) e a Farfetch (uma gigante da moda de luxo online) têm em comum. A resposta passa pelos 300 dias de Sol que Portugal oferece, pela sua população cosmopolita e pelas praias e cidades… tudo isto e muito mais compõe uma lista de motivos para atrair um nómada digital a vir trabalhar para terras lusas.
a Ericeira figura na 20ª posição entre os melhores destinos mundiais para nómadas digitais
Neste contexto, o Director de Negócios Internacionais menciona que o portal Nomadlist.com criou uma lista, na qual posiciona Lisboa em segundo lugar como melhor destino a nível mundial para nómadas digitais, apenas atrás de Ko Pra Ngan, na Tailândia. Nesta lista são mencionados alguns dos destinos mais procurados, sendo que a Ericeira figura na 20ª posição.
Mas que condições procuram então os nómadas digitais em destinos como a vila piscatória jagoza? Rowlands reponde a essa questão, argumentando que esta é “uma comunidade que se move por experiências e tem cada vez menos interesse num modelo formal das 9h00 às 18h00” e que “surfar na Ericeira no Verão e aproveitar os invernos para fazer yoga com vista para os arrozais de Bali parece ser o que verdadeiramente motiva esta geração enquanto a subida no escadote hierárquico da organização claramente perdeu valor”, realçando a importância do co-living, conceito que, segundo Rowlands, nasceu como resultado de diversas mudanças a nível global, na forma como vivemos e trabalhamos.
O autor explica ainda que, para toda esta dinâmica funcionar, os projectos de co-living destinados aos nómadas digitais devem ser mais do que apenas quatro paredes uma porta uma janela, devendo oferecer um sentido de comunidade, flexibilidade e bem-estar que garantam não só a privacidade como também a integração dos utilizadores como base do sucesso de um espaço desta qualidade.
Rowland conclui que, com o mundo a mudar, mudam-se também as formas de pensar e de trabalhar, enquanto novas oportunidades surgem e se desenvolvem, defendendo que Portugal reúne óptimas condições “para captar todo o potencial do setor de co-living” e promover um conceito actualizado e realista, pensado à luz da “comunidade” e da “flexibilidade”.
Portugal reúne todas as condições para captar todo o potencial do setor de co-living
A Ericeira tem identidade e importância histórica, um vasto número de comunidades, incluindo os nómadas digitais, uma Reserva Mundial de Surf que atrai cada vez mais turistas e novos moradores e uma rica cultura local, sempre em processo evolutivo.
É possível ler o artigo original na íntegra aqui.
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