Em Março há ciclo de Cinema Documental na Ericeira

 

Fotografia: DR

 

Durante Março o CineMafra vai mudar-se de armas e bagagens para a Ericeira, que receberá um ciclo de Cinema Documental.

Esta iniciativa, composta na íntegra por filmes portugueses, vai acontecer em todas as segundas-feiras do mês às 21:30.

cinco filmes, num mês recheado de bom cinema documental nacional

Uma mão cheia de obras da Sétima Arte vai ser projectada na Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva.

Este ciclo arranca no dia 2 de Março, com “Cesária Évora” (2022), realizado por Ana Sofia Fonseca. Trata-se de um documentário intimista, com imagens de arquivo, algumas inéditas e outras raras, e testemunhos únicos. O filme acompanha as lutas e o sucesso da “Diva dos Pés Descalços”, da privacidade de casa para os camarins do mundo. A voz levou-a de Cabo Verde para o estrelato internacional, mas o seu único sonho era ter uma casa. A liberdade era o chão que pisava.

No dia 9 Março será exibido “O Palácio de Cidadãos” (2024), de Rui Pires.
Perante o aumento da distância entre cidadãos e poder, e após uma crise económica que afectou gravemente a coesão social, este filme dá-nos a ver de forma inédita como cidadãos constroem uma sociedade a partir do interior de um parlamento, um Palácio de Cidadãos, possibilitando uma pertinente reflexão, muitas vezes contraditória e complexa, sobre a essência da democracia.

A 16 de Março será a vez de “Body Buildings” (2021), realizado por Henrique Pina. Esta obra reúne dança, arquitectura e cinema, misturando identidades e conceitos. São seis coreografias criadas para outras tantas obras de arquitectura, em seis locais distintos de Portugal, desenhando futuras memórias. Tânia Carvalho, Vera Mantero, Victor Hugo Pontes, Jonas&Lander, Olga Roriz e Paulo Ribeiro. Ponte da Carpinteira, de João Luís Carrilho da Graça; Piscina das Marés, de Álvaro Siza Vieira; Estádio Municipal de Braga, de Eduardo Souto de Moura; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, de João Mendes Ribeiro e Menos é Mais Arquitectos; Mudas – Museu de Arte Contemporânea, de Paulo David; Centro de Convívio Irene Aleixo, de Aires Mateus. Covilhã, Leça da Palmeira, Braga, Ribeira Grande, Calheta e Grândola.

 

No dia 23 Março o protagonista será “Phil Mendrix” (2015), de Paulo Abreu. A vida atribulada do “bigger than life” Filipe Mendes, um dos melhores guitarristas portugueses de sempre. Desde 1995 fez parte de bandas como os Chinchilas, Roxigénio, Psico, Heavy Band, Irmãos Catita, Ena Pá 2000, Os Charruas, Phil Mendrix Band, entre outras. Construído a partir de materias filmados entre 1994 e 2013, o filme é também o retrato de uma época em que, em Portugal, se descobriu e explorou o rock.

A encerrar este ciclo, no dia 30 Março, “A Savana e a Montanha” (2024) realizado por Paulo Carneiro. O documentário fala-nos sobre a comunidade de Covas do Barroso, no Norte de Portugal, ao descobrir que a empresa britânica Savannah Resources planeia construir a maior mina de lítio a céu aberto da Europa a poucos metros das suas casas. Diante dessa ameaça iminente, o Povo decide organizar-se para expulsar a empresa das suas terras.