CineMafra lança o cartaz de Outubro

 

Fotografia: DR

 

Há filmes que nos levam para longe sem sair do lugar e, em Outubro, o ciclo CineMafra (realizado no Auditório Municipal Beatriz Costa) volta a dar-nos essa oportunidade. Desta feita com três filmes – no dia 5 não haverá sessão por se tratar de um feriado nacional – e sempre a partir das 21 horas.

Assim, a 12 de Outubro será projectado o primeiro filme do mês: “Calle Málaga” (2026), de Maryam Touzani. María Ángeles é uma mulher espanhola de 79 anos que vive sozinha em Tânger, desfrutando de uma vida pacífica, até que o regresso da filha, vinda de Madrid, vira a sua vida do avesso, quando esta tenta vender a sua casa, onde María sempre viveu. Determinada a ficar, faz tudo ao seu alcance e, no meio daquele caos, acaba por um encontrar um novo amor.

No dia 19 de Outubro será apresentada “A Terra Prometida”, de 2023, obra realizada por Nikolaj Arcel. Em 1755, o empobrecido Capitão Ludvig Kahlen parte à conquista da charneca dinamarquesa com um objectivo aparentemente impossível: fundar uma colónia em nome do Rei. Em troca, receberá o título real que tanto ambiciona. No entanto, o único regente da área, Frederik de Schinkel, acredita que aquela terra lhe pertence. Quando de Schinkel descobre que a sua criada e o marido fugiram e se refugiaram junto do rival, este promete vingança. Kahlen aceita os riscos, colocando em jogo não só a sua vida mas também a de quem o rodeia.

Para encerrar o mês, a 26 de Outubro será a vez de “O Quadrado” (2017) ir à grande tela da sala escura. Realizado por Ruben Östlund, a trama desenrola-se num museu de arte contemporânea. Christian, o curador do museu, é um homem com princípios, divorciado e com dois filhos. O intuito da sua próxima exposição, “O Quadrado”, é relembrar o altruísmo em quem a vê, recordando-nos o nosso papel enquanto seres responsáveis uns pelos outros. No entanto, nem sempre a vida nos permite viver só com base naquilo em que acreditamos, e a ingenuidade de Christian vai levá-lo a situações das quais ele se envergonha. Entretanto, os responsáveis pela relações-públicas do museu criam uma campanha inesperada para “O Quadrado” que deixa Christian e o próprio museu em crise.