Surf e golfe são os eventos que mais compensam investimento

ASP World Junior Ericeira 2014. - ph. José Guerra

 

Texto: AZUL/Lusa | Fotografia: José Guerra

 

O golfe e o surf são os desportos que o Governo português está a priorizar para atrair turistas estrangeiros porque o impacto dos outros grandes eventos é curto, defendeu a 3 de Novembro o secretário de Estado do Turismo.

“Os eventos em que continuamos a apostar ao longo de todo o ano são eventos que têm a ver com desportos praticados em Portugal ao longo de todo o ano, que são o golfe e o surf”, disse Adolfo Mesquita Nunes, durante uma visita à feira de turismo World Travel Market em Londres.

Esta opção faz parte de uma estratégia de desinvestimento na organização ou promoção de grandes eventos no país que se fez no passado.

“É mais compensador ter mais rotas aéreas para Portugal que trazem turistas ao longo do ano e que aumentam a promoção que essas companhias vão fazer dos destinos do que ter um evento que concentra numa semana um certo número de turistas, mas que não tem retorno”, afirmou.

“A pergunta não deve ser sobre se o evento tem ou não tem retorno, porque a maior parte dos eventos terá com certeza retorno. A pergunta que se deve fazer é se com este dinheiro tenho mais retorno se apostar num evento ou se apostar noutra coisa”, explicou Mesquita Nunes.

No início de Outubro, mês marcado por eventos de surf de cariz internacional em Portugal, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, uma das regiões mais procuradas por surfistas de todo o país, estimava que, num mês, os cofres nacionais iam recolher 20 milhões de euros de receitas derivadas desses eventos. Uns meses antes, em Abril, o presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS), Francisco Rodrigues, estipulou entre 300 e 400 milhões de euros o contributo anual do surf para a economia nacional.

A 35.ª edição do World Travel Market, a principal feira de turismo no Reino Unido e uma das maiores a nível mundial, foi inaugurada no dia 3 de Novembro e termina hoje no centro de exposições ExCeL.

Em 2013 atraiu mais de 50 mil profissionais da indústria, expositores e representantes de 182 países.

Portugal esteve presente com um pavilhão com sete agências regionais de promoção turística e 50 empresas nacionais do sector, e um ‘stand’ de promoção da gastronomia portuguesa, com provas de vinho e licores e degustação de produtos como azeite, queijos, biscoitos, doces, paté e outros petiscos.