“Revolução” na Ericeira e em Mafra

 

Fotografia: DR

 

O Grupo TEMA – Teatro Mafra está quase a estrear a sua 13ª produção, que subirá ao palco na Ericeira e em Mafra entre o final de Setembro e Outubro.

“Revolução”, apresentada pelo colectivo teatral como uma comédia trágica, vai ter estreia na Ericeira já Sexta-feira, estando em cena na Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva nos dias 27 e 28 de Setembro, 4 e 5 de Outubro (ou seja, sempre às Sextas e Sábados) pelas 21:30.

Depois, a peça chegará ao Auditório Municipal Beatriz Costa, em Mafra, nos dias 11 e 12; 18 e 19; 25 e 26 de Outubro (também Sextas e Sábados), igualmente a partir das 21:30.

O texto que aqui ganha forma é uma das primeiras peças de teatro escritas por Lourenço Henriques, fundador do Grupo TEMA, no entanto passaram vários anos e várias novas versões do texto, até que surgiu a ocasião de levar esta Revolução a cena.

o que aqui é tratado não é exactamente uma revolução, mas antes uma reflexão

De acordo com a folha de sala, o título da peça pode ser enganador, já que “o que aqui é tratado não é exactamente uma revolução, mas antes uma reflexão sobre várias revoluções interiores, sobre a ambição e a soberba, o crime económico e a violência no amor, as cicatrizes que a vida nos deixa e a capacidade de superação. Aqui todos carregam uma culpa, mas nem todos a tratam da mesma forma. Por essa via chegamos a uma interrogação fulcral na teia que este espectáculo propõe: até que ponto é possível fazer uma revolução?”

Isto porque “uma revolução pressupõe uma ruptura com um determinado status quo para instalar uma nova fórmula, mas até que ponto é possível romper de facto com os velhos hábitos da Humanidade? Até que ponto, numa revolução, não se opera apenas uma substituição de jogadores, mantendo, no fundo, o mesmo jogo? Esta questão aplica-se às revoluções ideológicas, políticas, sociais e pessoais. Uma revolução pode ser uma porta para a evolução ou para o retrocesso, ou as duas coisas ao mesmo tempo, ou até para a estagnação. Pode ser legítima ou ilegítima, mas a História demonstra que algures no processo de ruptura alguma coisa se corrompe, se adultera, tornando impossível, ou utópica, a plenitude de toda e qualquer revolução.”

É nesse ponto de impossibilidade que este texto labora, desafiando o público à reflexão.

É possível realizar reservas e obter mais informações através dos seguintes contactos: grupoteatromafra@gmail.com e 933 254 342.

Tema – Grupo Teatro Mafra

Ficha técnica

Texto e Encenação: Lourenço Henriques

Elenco: Manuel Sá Pessoa, Sofia de Portugal, Lourenço Henriques e João Gamory

Assistência de Encenação e Produção: Filipa Pesca

Técnica: Matilde Anjos e Filipi di Ramo

Bilheteira e Frente de Sala: Vicente Henriques

Design Gráfico: João Oliveira Silva

Fotografia de Cena: Cátia Alpedrinha Caetano