Prorrogado concurso para projecto do Museu da Música em Mafra

Museu da Música. - ph. DR

 

Fotografia: DR

 

O prazo do concurso para a elaboração do projecto de instalação do Museu da Música no Palácio Nacional de Mafra foi novamente prorrogado.

O presidente da Câmara Municipal, Hélder Sousa Silva, estendeu este prazo pela segunda vez, agora devido à pandemia de covid-19,

No finais do ano passado (em Novembro de 2019, mais concretamente), o município mafrense tinha lançado concurso para a elaboração do projecto, vindo a prorrogá-lo um mês depois.

as obras vão atrasar-se, estando fora de questão o lançamento do concurso para as obras de adaptação até ao final do primeiro semestre deste ano

Em declarações prestadas à agência Lusa no início desta semana, Hélder Sousa Silva declarou que “a primeira prorrogação teve a ver com ajustes técnicos de adequação do projecto ao local e a segunda decorre da pandemia, por os gabinetes de arquitectura se encontrarem encerrados”.

Por este motivo as obras vão atrasar-se, estando fora de questão o lançamento do concurso para as obras de adaptação até ao final do primeiro semestre deste ano, como em Fevereiro previra a ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Museu da Música. - ph. DR

Museu da Música. – ph. DR

O Museu Nacional da Música, actualmente instalado na estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, em Lisboa, tem uma das mais ricas colecções da Europa de instrumentos musicais, com um acervo composto por mil instrumentos dos séculos XVI ao XX, de tradição erudita e popular. Fazem também parte do museu vários espólios documentais, e colecções fonográficas e iconográficas.

Entre os instrumentos da sua colecção que estão classificados como Tesouro Nacional encontram-se os cravos Taskin, de 1782, recentemente restaurado, e o Antunes, de 1758. O piano Boisselot, que o compositor e pianista Franz Liszt trouxe a Lisboa, em 1845, e o violoncelo de Antonio Stradivari, que pertenceu ao rei D. Luís, são outros tesouros do museu. O violoncelo de Henry Lockey Hill, de Guilhermina Suggia, os violinos e violoncelos de Joaquim José Galrão, os clavicórdios setecentistas das oficinas lisboetas e portuenses são também destaques da colecção, assim como os raros cornes ingleses Grenser e Grundman & Floth, do final do século XVIII, e as flautas de Ernesto Frederico Haupt, de meados do século XIX, que são exemplares únicos.