Príncipe

 

Fotografia: DR

Texto: Ricardo Miguel Vieira | Hugo Rocha Pereira

 

Nigga Fox, de apenas 25 anos, é já um dos mais viajados produtores da Príncipe, editora e ponta-de-lança daquilo que se convencionou chamar Batida dos guetos de Lisboa. Nos últimos tempos tem actuado com frequência em palcos internacionais, sendo dos DJs portugueses mais requisitados. Sexta-feira actuou no palco alternativo do Sumol Summer Fest, fazendo vibrar os fãs e conquistando quem não conhecia a sua linguagem electrónica de apelo contemporâneo e raízes bem vincadas em África.

Embora não seja especialmente dado a entrevistas, o músico respondeu a algumas perguntas colocadas por Ricardo Miguel Vieira, que tem escrito vários artigos sobre o movimento que tem exportado as criações sonoras dos guetos que circundam a capital portuguesa. Após afirmar que tocar no festival da Ericeira era um dos seus objectivos, tendo em conta o feedback recebido por parte de amigos, admitiu que nem sempre os santos da casa fazem milagres: “Aqui em Portugal ainda não aceitaram bem a minha música, mas tudo a seu tempo! Lá fora aceitam mais o meu som, o público tem mais energia”.

O futuro da música portuguesa não se escreve apenas nos palcos principais dos festivais nem nas capas dos jornais generalistas; acontece também em clubs londrinos e em publicações mais ou menos underground. Nigga Fox é um bom exemplo disso, e quem assistiu ao seu set no Sumol Remix Sound Academy dançou e aplaudiu um dos jovens príncipes da batida lisboeta.

Nigga Fox trouxe a Batida de Lisboa à Ericeira - ph. Sara Coelho

Nigga Fox trouxe a Batida de Lisboa à Ericeira – ph. Sara Coelho