Miguel Fortes e os Coxos

 

Fotografia: DR

 

Miguel Fortes, que continua a ser considerado o “mestre dos Coxos”, concedeu recentemente uma entrevista ao site Surf Total em que se destaca a sua ligação às ondas que partem na Baía dos Dois Irmãos, abordando também outros temas da vida deste experiente surfista.

O local da Ericeira começa por afirmar que a sua “relação com os Coxos começou naturalmente”, uma vez que passou a minha infância na Ericeira, zona onde começou a surfar com os amigos. Quando Miguel Dray comprou uma moto, começaram a aventurar-se pelos picos mais a norte da Ericeira.

Sobre a onda em si, não deixa margem para dúvidas: “Depois de a surfarmos pela primeira vez, percebemos que é a melhor onda – perfeição, velocidade e tubos. Ainda hoje, quanto mais viajo, mais fico com a ideia que é mesmo a melhor onda que já surfei.”

quanto mais viajo, mais fico com a ideia que é mesmo a melhor onda que já surfei

Além de abordar outros temas, como as viagens ou o trabalho, Miguel Fortes relembra os dois campeonatos de ondas grandes realizados nos Coxos, entre os finais da década de 80 e o início da década de 90 do século passado: “Esses campeonatos foram feitos, precisamente, para fugir à rotina dos eventos normais e poder proporcionar boas condições, um encontro especial com período de espera organizado pelo Alex Oliveira. Nessa altura havia uma geração de surfistas atirados naquela baía que tornou o evento único com ondas de 3 a 4 metros. O favorito era Miguel Ruivo, mas acabou por perder com o Faneca na final.” Miguel Fortes ficou em 3.º lugar ex aequo com Zézinho Lafuente nessa primeira prova, disputada em 1989 – o campeonato de 1990 não acabou devido às condições tempestuosas do mar.

Na conversa mantida com Bernardo Seabra, o surfista conhecido por desenhar linhas perfeitas e encaixar-se em tubos profundos destaca ainda a importância da Billabong e da Semente, que têm sido os seus patrocinadores desde os anos 80, bem como a relação laboral com a Despomar.

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