Carrilhões e sinos de Mafra entre os monumentos mais ameaçados da Europa

Palácio Nacional de Mafra. - ph. Nélson Cruz

 

Fotografia: Nélson Cruz

 

À espera de obras de recuperação há dois anos, os sinos e carrilhões do Palácio Nacional de Mafra são candidatos aos “Sete sítios mais ameaçados na Europa”, classificação atribuída pelo Europa Nostra, um movimento de salvaguarda do património.

A candidatura foi entregue na sexta-feira pelo Centro Nacional de Cultura, entidade que representa o Europa Nostra em Portugal, noticiou a Rádio Renascença.

O Mosteiro e Igreja de Jesus, em Setúbal, figura no programa, lançado em 2012, como um dos sítios mais em perigo na Europa, aos quais o Palácio de Mafra se pode agora juntar. O Europa Nostra identifica os monumentos mais ameaçados e apela à necessidade de recuperação dos sítios, através do envio de peritos aos locais e da pesquisa de soluções de intervenção e financiamento.

Há pouco mais de um mês, foi lançado o alerta sobre a falta de recuperação dos sinos e carrilhões de Mafra. A obra é considerada urgente para que o monumento possa ser candidato a Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Há dois anos, a Secretaria de Estado da Cultura anunciou uma verba de 1,8 milhões de euros para a recuperação dos sinos e carrilhões, mas as obras nunca avançaram. As estruturas estão, desde então, protegidas por andaimes, inibindo a sua queda, mas não evitando a degradação. Até ao momento, ainda não há uma previsão para o início das obras, que não sofreram qualquer obra de manutenção desde 1928.

O Palácio de Mafra tem dois carrilhões e 119 sinos, constituindo, assim, o maior conjunto sineiro do mundo, a par dos seis órgãos que voltaram a tocar em 2010, onze anos e um milhão de euros depois.