Este ano o turismo deverá ser interno e de curta duração

 

Fotografia: Immersion/Aleksandra Yurchenko

 

Em tempos de pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19), as viagens de lazer e o turismo encontram-se em suspenso.

Começam, contudo, a desenhar-se algumas tendências para o que resta deste ano, quando e como o surto o permitir: ou seja, sempre com as devidas adaptações e seguindo as recomendações das autoridades de saúde.

quais serão as alternativas mais seguras e procuradas pelas pessoas?

Como a incerteza é grande e as dúvidas imensas, é importante começar a pensar quais serão as alternativas mais seguras e procuradas pelas pessoas. Uma coisa parece certa: o turismo (tanto em Portugal como na esmagadora maioria dos outros países) deverá ser interno e as férias de curta duração!

Num artigo publicado pelo site Publituris, especializado na área do turismo, procuraram-se adivinhar os futuros hábitos de viagem dos portugueses através duma mão-cheia de tendências apontadas pela Indie Campers, empresa portuguesa que se dedica ao aluguer de auto-caravanas.

Viajar localmente – As interdições primordialmente impostas a viagens internacionais e o sentimento de potencial insegurança associado a voos e aeroportos fará com que tendencialmente haja uma reorientação para o turismo interno.

Afastamento – O conceito de privacidade em viagem será tendencialmente muito mais importante do que no período pré-Covid. O receio de proximidade e a vontade de evitar espaços lotados assumirão um papel de relevo. Museus, festivais, espectáculos, bares e discotecas serão previsivelmente muito afectados por esta nova realidade.

Turismo de natureza – Não será surpreendente que se verifique uma orientação de turistas para destinos de forte componente natural, na medida em que este tipo de turismo permitirá, mais facilmente, a conciliação do conceito de isolamento social com a descoberta e contacto com a natureza.

Micro-férias – O conceito de micro-férias será também previsivelmente mais comum. Face à impossibilidade de realizar viagens de longo curso, terá lugar a substituição de uma grande viagem anual por um conjunto maior de pequenas viagens, mais próximas de casa, ao longo do ano.

Road trips – Este conceito facilita de forma significativa as quatro tendências acima referidas: de carro, mota, auto-caravana ou outros meios, a propensão para partir à descoberta com autonomia e flexibilidade tenderá a aumentar no período após o levantamento das restrições de circulação.

É possível ler aqui o artigo original na íntegra.

Relativamente às praias do Concelho de Mafra, actualmente acessíveis apenas à prática desportiva individual, um grupo de especialistas de doze países reuniu já um conjunto de cenários, impactos e recomendações específicas para os responsáveis pela gestão das praias na América Latina e no sul da Europa.

Em resposta à crise gerada pela Covid-19 no sector turístico, mais de 40 especialistas propuseram a criação de um protocolo de regresso às praias, para que os espaços balneares estejam seguros, organizados e possam ser sustentáveis.

O documento realizado pela rede Ibero-Americana de Gestão e Certificação de Praias – Pro Playas pode ser consultado aqui.

Esta rede é uma comunidade virtual presente em 16 países da América Latina e do sul da Europa, agrupando 59 grupos de trabalho e mais de 350 membros de diversas disciplinas, sendo formada por grupos de cientistas, organizações da sociedade civil, empresas e funcionários públicos, todos com alguma relação directa com as praias.

O município de Mafra aderiu já à iniciativa Clean & Safe do Turismo de Portugal. Trata-se dum selo desenvolvido para distinguir as actividades turísticas que asseguram o cumprimento de requisitos de higiene e limpeza para prevenção e controlo da Covid-19 e de outras eventuais infecções.

O objectivo principal deste selo é reforçar a confiança do turista no destino. Depois de submetida a Declaração de Compromisso por parte das empresas, estas podem utilizá-lo fisicamente nas suas instalações e nas suas plataformas digitais.

Os empreendimentos turísticos, empresas de animação turística e agências de viagem registados no Turismo de Portugal podem solicitar a declaração como Estabelecimento “Clean & Safe”, assegurando que cumprem os vários requisitos definidos para cada tipologia específica de estabelecimento e actividade turística.